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Clipping


TIME OUT - LISBOA/PORTUGAL (DEZEMBRO 2011)

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JORNAL i - LISBOA/PORTUGAL (OUTUBRO 2011)

Leia a entrevista aqui!

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REVISTA CLÁUDIA - EDIÇÃO ESPECIAL 50 ANOS (OUTUBRO 2011)


CONEXÃO MÚSICA por Marcia Kedouk e Virgínia Lamarco

O CD de estréia de Thiago Pethit, ‘Berlim, Texas’, foi lançado em 2010, mas voltou aos holofotes quando a amiga Alice Braga estrelou o clipe da faixa Nightwalker. Seu estilo vem sendo denifido como “nova MPB”, rótulo que dispensa. “Prefiro chamar de pop universal”, diz ele, que acaba de chegar de Paris, onde estudou canto lírico.

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REVISTA ÉPOCA SÃO PAULO - 50 RAZÕES PARA AMAR SÃO PAULO (MAIO 2011)


 

50 RAZÕES PARA AMAR SÃO PAULO - Por Paulinho Boca de Cantor *

6° - Inventamos a MPP: Música Popular Paulistana
Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Curumin, Thiago Pethit, Tatá Aeroplano, Tiê, Léo Cavalcanti, Anelis Assumpção…A lista é grande. São esses jovens que, a partir de São Paulo, seguram o pique da produção musical brasileira. Seus hits tocam nas rádios, os discos recebm elogios, e alguns já fazem turnês internacionais. Há cinco anos, a maioria engatinhava.

São todos da mesma turma e falam a mesma língua. Hoje, suas carreiras estão consolidadas e eles formam um movimento, apelidado de Novos Paulistas ou de Música Popular Paulistana. É impossível falar de um deles sem falar dos demais. Outro mérito dessa moçada foi ter redescoberto momentos marcantes  da música brasileira. Você escuta os Novos Paulistas e ouve Adoniran Barbosa, Novos Baianos, Tropicália… Eles fazem uma música elaborada, sem se deixar seduzir pelo que é comercial.
O termo Novos Paulistas surgiu porque um produtor juntou vários deles no mesmo palco e precisava batizar o projeto. Aconteceu algo parecido com os Novos Baianos. Em 1969, nos apresentamos no Festival da Record e, ao ver aquela turma de baianos desconhecidos, o apresentador disse: “Chamem esses novos baianos”. Tenha o nome que for, o movimento está aí.

*Paulinho Boca de Cantor é músico, compositor, integrante do grupo Novos Baianos e curador do projeto Música de São Paulo. 

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ROLLING STONE - ARGENTINA (ABRIL/2011)


SHOW - Thiago Pethit - Festival Musicas del Sur II (Teatro 25 de Mayo, 13 de marzo)

Como un dibujo animado por Sylvain Chomet, el cuerpo de Thiago Pethit flamea con gracia por el escenario. Su manera de actuar habla de su formacion, en la dramaturgia paulista, mientras ese modo en que canta es el fiel reflejo de sus inquietudes musicales: un joven (27 años) cosmopolita, sensible, lleno de una capacidad para expresarse que no le cabe al cuerpo.
Aunque suelen ser cuatro, lo acompañan tres musicos esta vez: un guitarrista classico que toca sentado y transmite paz, como si fuera un moai en una playa paradisiaca; el baterista, con un drumset poco convencional y un estilo que lo es aun menos; y la pianista y acordeonista, que definitivamente ejecuta las teclas y esa botonera con el gen de algún antepasado. En el medio, Thiago es la sorpresa del Festival Músicas del Sur ll (una seleccíonde artistas de Brasil, Uruguay y Argentina) con un coliche de géneros que, por momentos, relee a su manera el pop hasta alcanzar la categoría de brillante, pero cuando se torna un ejercicio de estilo (su berretín con la música cabaret, concretamente), se desbalancea un tanto.
Con entradas agotadas, el elegido de Caetano Veloso versiona, solo, al piano, “Bad Romance” de Lady Gaga. Después canta su hit “Mapa-Múndi”, acompañado por Dolores Solá, la cantante de La Chicana. Y al final de su debut en Argentina, cuando ya lloró y contó sobre cuando vivía acá y estudiaba como cantar tango, dice: “Lo mejor que aprendí es que un brasileño nunca va a poder cantar tango”. Y canta “Volver”, y suena el tango amargo más dulce possible. Por Juan Ortelli 

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MÔNICA BERGAMO - ILUSTRADA - FOLHA DE S. PAULO (30 /03/2011)



SE ELE CANTA, EU DANÇO

A atriz Alice Braga estrela o clipe ’ Nightwalker’, música de Thiago Pethit (à dir.), amigo que conheceu há dez anos na faculdade de artes. A festa de lançamento do vídeo, que foi gravado nas rua do bairro de Higienópolis, é amanhã, no bar Volt.

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THE GUARDIAN (UK) - 15 JAN 2011



Crowning our great pop hope of the year has become a January tradition in the UK. But what is the Sound Of 2011 around the world? - Article by Louis Pattison

Thiago Pethit - Brazil
Moon-eyed romantics will find succour in Thiago Pethit, a young Sao Paulo gent whose tremulous love songs and bare piano ballads couldn’t be further away from the sounds you’d expect from his home city if its maker upped sticks to the north pole. But his 2010 debut, Berlim, Texas, won fans including Brazil’s king of tropicalia, Caetano Veloso, and it’s not hard to see these melancholic songs touching a nerve for those who swooned to José González, et al. “He’s a little of Leonard Cohen and Serge Gainsbourg, but at the same time making his own thing,” says Ana Garcia, editor of Coquetel Molotov. “He is busy, playing all over Brazil, and later this year he’ll be playing a few festivals out of Brazil, like SXSW.”

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REVISTA SERAFINA (FOLHA DE S. PAULO) 19/DEZ 2010



CHIC SHOW - A fina estampa dos cantores que estão mudando a cara da música brasileira em looks e canções em clima de festa. Por Vivian Whiteman e fotos de Klaus Mitteldorf

(Flora Matos, Tiê, Thiago Pethit, Helio Flanders, Emicida, Lurdez da Luz, Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci)

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MONOCLE MAGAZINE - EUA  Nov/2010



’SÃO PAULO SURVEY’ - Q&A RADIO by Patricia Palumbo (Dj, Rádio Eldorado)
With 27 years of radio experience, as anchor of ‘Vozes do Brasil’ programme, Patricia Palumbo is one of Brazil´s most respected musical authoritys.

What´s new?

Tulipa Ruiz, who typically makes a Paulistano sound, mixing humour and originality. Thiago Pethit, who sings in Portuguese, English and French, and has a ravishing voice influenced by Leonard Cohen and Serge Gainsbourg, and Rodrigo Campos, who updates the samba to the present day with sensitivity.

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REVISTA TIME OUT - NOV 2010



100 NEW PLACES AND FACES MAKING THE CITY FIZZ - text by Dom Phillips, Gibby Zobel, Claire Rigby and Meieli Sawyer Detoni

Band Wagon

48° - THIAGO PETHIT

São Paulo singer Thiago spent R$25.000 producing his debut album Berlim, Texas independently. It was money well spent: his gentle torch songs have earned him, amongst other accolades, the title “it boy”.

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REVISTA ROLLING STONE - ARGENTINA


Thiago Pethit - El brasileño más argentino de la escena paulista

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JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO / CADERNO METRÓPOLE 10 de Outubro/2010



Nas esquinas da capital, a nova música brasileira por Rodrigo Brancatelli.

Geração que se encontra na Vila Madalena, na Barra Funda e no Baixo Augusta faz a cena musical paulistana se transformar de longe na mais excitante do País

Thiago Pethit foi de penetra, assim mesmo, com a maior cara de pau, na festa de Tulipa Ruiz, que conhecia Tiê, que tocava com Tatá Aeroplano, que era parceiro musical de Dudu Tsuda, que conhecia Marcelo Jeneci, que gostava do trabalho de Karina Buhr, que cantou com Lulina, que… Enfim, deu para ter uma ideia. Talvez seriam necessários todos os 4.905 caracteres desta matéria para descrever as conexões, colaborações, coincidências, os encontros e desencontros que estão fazendo a cena musical paulistana se transformar de longe na mais excitante do País.
“Tem gente que fala em novos paulistas, neo Mutantes, coisa assim, mas acima de qualquer marca está esse espírito colaborativo desse pessoal”, diz o cantor e compositor Romulo Fróes, uma espécie de padrinho da turma. Até o segundo semestre do ano que vem, ele e mais três amigos esperam concluir um documentário sobre esse cenário que se concentra entre Barra Funda, Vila Madalena e Rua Augusta, uma espécie de testamento sobre a rede musical que toma ares de movimento em São Paulo. “Claro que há coisas legais acontecendo na zona leste, na zona norte, mas é esse triângulo aí que me interessa, essas amizades que estão virando discos incríveis.”
Não há um som que una essa geração, uma atitude ou muito menos um rótulo. Há rock, pop, chansons, valsas, folk, cantigas de roda, jazz, tudo muito delicado, contemporâneo, lírico, com preocupação extrema na melodia e nos timbres. Nem todos do grupo são paulistanos, pelo contrário - no fundo, são nomes tão díspares quanto Tiê, cuja voz é doce como um passarinho, ou Guizado, trompetista que poderia muito bem acompanhar tanto Roberto Carlos quanto Ratos do Porão. Mas de festa em festa, contato a contato, show a show, eles montaram uma teia sonora que une músicos, produtores, técnicos, fotógrafos e diretores de videoclipes, uma cadeia completa que apenas fortalece o espírito colaborativo dessa geração.
Rótulos. “É inevitável que queiram nos rotular, até para nos decifrar, mas acho que o que nos une é essa troca de figurinhas, esse liquidificador musical”, diz a cantora e compositora Tulipa Ruiz, um dos principais nomes da cena, nascida em Santos e criada no interior de Minas. Dona de uma voz potente e ainda assim dulcíssima, que poderia encarar sem nenhuma dificuldade uma ópera ou um sambinha, ela lançou em abril seu primeiro disco, Efêmera, extremamente elogiado pela crítica. De natureza tropicalista e ao mesmo tempo experimental, de citações pop e também retrôs, o álbum serve como um ótimo exemplo do caminho seguido pelos novos músicos de São Paulo - mostrando que a saída para a música pop nacional é ser antiga e atual no mesmo riff de guitarra, no mesmo som de piano, na mesma melancolia de letra que embalaria sambas-canção nos anos 1930 e embalam relacionamentos em 2010.
“Acho que a cidade se reflete na música pela velocidade da inspiração, pela vanguarda estar aqui”, diz ela, que só começou a cantar profissionalmente em 2009. “São Paulo favorece essa troca, um músico vai lá e toca no show do outro, aí outro vai e compõe junto, toca guitarra, ajuda na produção. Não temos uma pretensão estética. O que é legal é o intercâmbio, esse olhar para fora, que é muito característico de São Paulo.”
Esse recorte de amigos inclusive já aponta para voos mais altos. Com a fama batendo à porta, Tulipa e Tiê chegaram a se unir com os músicos Thiago Pethit, Dudu Tsuda e Tatá Aeroplano para tocar sob o nome de “Novos Paulistas” - uma experiência musical com prazo de validade, uma vez que o coletivo pode fazer uma de suas últimas apresentações no festival Planeta Terra, em 20 de novembro. Ainda assim, é uma prova de que a reunião de colegas e parceiros caminha para uma cena consolidada, um movimento emoldurado por histórias e canções que só poderiam ter saído das ruas de São Paulo.
Diversidade. “A cidade obviamente se reflete nas músicas, justamente por ser um retrato da diferentes facetas de São Paulo. As composições não falam de mar, do peixinho e do barco a navegar, até porque eu vou para a praia uma vez por ano”, brinca Thiago Pethit, ator de teatro que decidiu virar músico há apenas quatro anos e já coleciona elogios e prêmios como o “Aposta MTV”, recebido na última premiação da emissora. Seu primeiro disco, Berlim, Texas, que conta com participações de Tulipa Ruiz e Tatá Aeroplano, é uma pequena pérola - uma mistura de melancolia, melodias ao mesmo tempo grandiosas e delicadas, dores de cotovelo e lembranças da casa da avó. Trata-se de uma viagem pitoresca, um balé em câmera lenta, um passeio um bocado audacioso para quem só entrou na cena musical por ter aparecido de penetra em uma festa.
“São Paulo não tem uma raiz musical. E isso faz a cidade ter a riqueza de poder contar com a diversidade do mundo”, resume Pethit. “O Brasil e o mundo estão em São Paulo e na música daqui. É daí que vem esse lirismo torto paulistano, né.”

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REVISTA RG - SET/2010

O Grande Pethit “Escreva uma carta sem remetente…” é a condição do cantor e compositor Thiago Pethit, em sua canção intitulada “Mapa-Múndi”. O indie-pop acompanhado de um piano habilidoso do álbum de estreia “Berlin, Texas”, ganhou fãs por todo o Brasil e colocou a agenda pessoal do rapaz em segundo plano. A profissional, no entanto, vai de vento em popa: é ele quem abre com seu tempero teatral o show da dupla francesa Air, habituée das trilhas sonoras dos filmes de Sofia Coppola, no mês que vem, em Buenos Aires. E não para por aí. Recentemente, Pethit foi apontado por Caetano Veloso como destaque entre os nomes da música brasileira atual. Agora é só ficar de olho, porque muitos outros convites devem surgir.

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REVISTA CRIATIVA - SET/2010


It Boy: Thiago PethitO termo é utilizado na versão feminina para descrever garotas de atitude que despertam interesse por seus looks e lifestyle. O TPH caçou a porção de homens contemporâneos que tem o it em suas identidades. Eles assimilam novos códigos de moda e se assumem cheios de estilo. Vide o cantor Thiago Pethit, que abre os diários de estilo dos it boys, que chegam nas próximas semanas com o fotógrafo e dono do B.Luxo Gil França e o assistente de marketing Florian Blot. Confira a entrevista e veja a semana de looks do cantor:http://colunas.criativa.globo.com/temprahomem/2010/09/08/it-boy-thiago-pethit/  

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JORNAL PÁGINA 12- BUENOS AIRES/ARGENTINA - Ago/2010


 RADAR - escucha: discos brasileñosViaje Melancólico con Varieté“Berlim, Texas es un lugar determinado por la longitud de un tiempo distante, y la latitud de un mapa inventado”, escribió Thiago Pethit como presentación de su álbum debut. “Un escenario imaginario, en que se alternan las noches frías de los cabarets llenos de humo de la Alemania prenazi y los días soleados —y regados de whisky— de los saloons texanos”, se extiende en la descripción de la escenografía de sus canciones este joven bautizado hace 27 años como Thiago Fidanza Corrêa da Silva, y que desde los 9 se imaginó dedicado al teatro. Pero terminó cruzándose en su camino Tie, una de las principales protagonistas de la tan cosmopolita escena under paulista, y la música —que Thiago asegura que siempre llevó en la solapa— terminó alterando su destino. Junto a Tie —que lo rebautizó como Pethit— aprendió sus primeros acordes, y luego Thiago asegura haber viajado a Buenos Aires para aprender composición con maestros de tango. A su regreso editó un pequeño EP con el que firmó su transición del teatro a la música, y debutó sobre un escenario nada menos que abriendo un show de Bonnie Prince Billy en San Pablo. De aquel estreno hasta su show en abril junto a Nouvelle Vague —que admira porque con ellos se hizo conocida Camille— en Río, lo separan dos años y el flamante Berlim, Texas. Producido por Yuri Kalil, de la banda Cidadao Instigado, y con Helio Flanders —del grupo Vanguart, otro protagonista de la nueva escena paulista— como invitado en el hermoso tema “Forasteiro”, el disco está cantado en inglés, francés y portugués. Viaje melancólico con aires de varieté, Berlim, Texas es —al decir del crítico Ronaldo Evangelista— “música urbana y políglota, confesional y orgánica, estilizada y sincera”.

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JORNAL DO BRASIL - GAZZETTA DI PARMA - Julho/2010


“A música popular brasileira sempre foi uma parte importante da nossa vida social.Hoje existem muitas aparições interessantes, muito diferentes entre sí: jovens cantoras de samba, como Roberta Sá, Mariana Aidar e Teresa Cristina,  novos grupos como Rabotnik , Tono e Do Amor, novos cantautores como Céu, Tiê,  Mallu Magalhães e Thiago Pethit ; grandes músicos como Vítor Araújo.Artistas de uma geração mais velha, que continuam a fazer coisas importantes, como Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, Lenine ou os meninos que já pertenceram ào Los Hermanos (Marcelo Camelo e principalmente Rodrigo Amarantes, o último em uma banda com colegas americanos, chamado Little Joy), e assim por diante.No Brasil, a música continua a ser muito popular. “ Caetano Veloso, em entrevista ao Gazzetta di Parma- Itália.
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REVISTA NOIZE #35 - Julho/2010


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REVISTA ÉPOCA SP - Junho/2010


 Pequeno Grande CantorApenas três meses após o lançamento de seu primeiro CD, Thiago Pethit já atraiu a atenção da crítica e do público que foge da música comercial. Por Luciana ObniskSeria natural a clara inspiração francesa da música de Thiago Pethit a sua possível ascendência. O nome de batismo, porém, é Thiago Fidanza Corrêa da Silva, mais próximo dos nossos colonizadores portugueses do que dos cabarés parisienses. O apelido Pethit (pequeno, em francês), dado pela cantora Tiê, reflete não só o porte mignon como seu jeito tímido. “Eu era ator , não achava que tinha jeito para cantar. Comecei dirigindo um espetáculo de teatro e música” conta.
Durante os ensaios, Tiê insistiu para que ele cantasse algumas músicas. Na estréia, no entanto, o bar que abrigaria o espetáculo foi fechado pela Lei do Psiu, e Thiago, frustrado, decidiu abandonar de vez o teatro. “Ia voltar a estudar letras para me tornar escritor na Argentina”. Antes que achasse um curso que o agradasse, uma amiga sugeriu que ele pesquisasse a Academia Nacional do Tango, em Buenos Aires. “Me interessei na hora, fiz curso de piano e composição e tive aulas com mestres que conviveram com Carlos Gardel e que me ensinaram muito do que sei hoje”.
Na volta ao Brasil, decidiu gravar algumas de suas melodias que compunha sem pretensão para se “apresentar” para outros músicos. “Meu processo de composição não é convencional. Primeiro faço melodia e, as vezes, só consigo encaixar a letra, três meses depois”. Suas canções “cheias de lá lá lá” o levaram a abrir o show do americano Bonnie Prince Billy, no Studio SP. Thiago não tinha banda montada nem havia se apresentado ao vivo. Mas o show impressionou, e Thiago teve, pela primeira vez, a troca com o público que ele buscava no teatro. “Eu conhecia quase todo mundo da platéia. Quando era ator, ninguém ia me ver. Meus amigos confessavam que tinham preguiça.”
Empolgado, Thiago voltou ao estúdio e bancou a gravação do seu primeiro álbum, 
Berlim, Texas, com faixas inspiradas em cabarés alemães, vaudeville francês e saloons texas. Lançado em março, o CD caiu nas graças dos formadores de opnião. A repercussão entre ele e em mídias sociais, como o Twitter e o Myspace, rendeu uma temporada de shows. A primeira apresentação atraiu pouco menos de 100 curiosos. Quatro semanas depois, mais de 400 pessoas lotavam o Studio SP com as letras de Thiago já decoradas. “Foi recorde para o projeto Cedo e Sentado, de shows gratuitos”, diz.
Thiago ainda se espanta com a receptividade que seu trabalho tem tido. “Não fiz nem dez shows desse álbum ainda e já recebi elogios de gente muito importante”. As primeiras mil cópias em CD já acabaram, e os pedidos para as próximas mil não param de chegar. Assim como convites para shows pelo Brasil.
O maior deles, foi no Rio de Janeiro, onde Thiago abriu o show da banda francesa Nouvelle Vague, em Abril. “Quando entramos no palco, não havia nem cinco pessoas na platéia. Invertemos a ordem das músicas e começamos por uma canção em que todos os músicos batem palma, para ver se atraíamos mais gente. Eu fiquei um pouco nervoso e disse para eles ‘A gente vai bater palma até ter pelo menos 20 pessoas na nossa frente”, conta.”Ainda bem que não demorou nem um minuto para isso acontecer”. A aceitação carioca rendeu convite para uma nova apresentação neste mês - agora, como atração principal.
 

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REVISTA VOGUE BR - Junho/2010

Folk à brasileira
Eles desprezam a tecnologia dos estúdios, enchem seus discos de ruídos do ambiente e fazem letras sobre as
coisas simples da vida. Com vocês os novos artesãos da música. Por Jackson Araujo


Suas letras sem firula falam sobre as coisas simples da vida, as relações humanas, o cotidiano. Adeptos da imperfeição como elemento criativo, eles fortalecem a estética do songwriter, compondo de forma rudimentar, com certa crueza, propondo um basta ao excesso de recursos tecnológicos que invadiu os estúdios de gravação. Tudo o que querem é uma sonoridade “autoral”, de terroir, como se fosse uma versão musical do movimento gastronômico slow food, que prega uma volta à simplicidade na cozinha, priorizando alimentos locais, frescos e não processados. Batizados à revelia de “representantes do novo folk”, são artistas jovens e relativamente desconhecidos como Thiago Pethit, Tiê, Regis Damasceno Lucas Santtana. Para eles, as imperfeições de uma gravação não são motivo de vergonha – fazem parte do processo e devem permanecer lá, para que todo mundo ouça. “Só consegui definir os rumos do meu trabalho quando percebi que, para me agradar, tinha de aceitar meus defeitos”, conta Tiê. “Basta escutar o vizinho, observar o passarinho que entra pela janela, a cidade, as coisas que aconteceram comigo ontem e, pronto, tenho material para criar um estilo narrativo e direto”, explica a cantora e compositora paulistana, que, ao lado do conterrâneo Thiago Pethit, disseminou esse gosto por um jeito despretensioso de compor. Cansados da complexidade do mundo, eles querem a simplicidade refletida em toda a estrutura do trabalho: das letras à forma de compor as melodias; do jeito de tocar os instrumentos ao tratamento cru na hora de mixar os álbuns; da preocupação em ser o mais verdadeiro possível à sua presença na web, onde se comunicam diretamente com os fãs. Tudo é feito à mão, de forma direta e simples, colocando a música em sintonia com as tendências captadas para a moda do próximo verão, que também busca esse caminho do rústico, do inacabado, do imperfeito. “Na música que componho, procuro valorizar o manual. Tento sempre colocar sons que sejam verdadeiramente executados por instrumentos, ao contrário da corrente que utiliza samples para obter timbres”, conta Regis Damasceno, o Mr.Spaceman, que acaba de lançar um álbum com Julia Debasse, parceira nas composições e nos vocais. No mesmo caminho, o baiano Lucas Santtana acredita que esse jeito artesanal faz toda a diferença. “Em termos de harmonia, ritmo, melodia e letras, será cada vez mais difícil aparecer algo realmente novo e cheio de frescor, então acredito que o que a minha geração pode somar à música é o trabalho com texturas musicais, valorizando o som de cada instrumento e também como ele se relaciona com os demais. Aí a música soará como um organismo vivo, autoral e inclassificável. Só que para se chegar a essas texturas o processo tem de ser artesanal.” Lucas recebeu um punhado de elogios com um álbum de voz e violão cheio de espaços silenciosos preenchidos por sons ambientes, marca registrada de seu trabalho. “Uso não só os sons da floresta, mas também dos estúdios e das salas de gravação”, revela, como resposta à anestesia do ouvir, à surdez coletiva que caracteriza nossos tempos. “Em qualquer lugar rola muito som ambiente, procuro sempre abrir os ouvidos para o surround cotidiano.” Thiago Pethit também é adepto dos ruídos ao seu redor. “Eu e Yury Kalil, o produtor do meu álbum, resolvemos manter os sons dos pedais de piano, minha respiração ao cantar, tudo muito orgânico.” Para Tiê, o produtor Plínio Profeta deixou um microfone aberto no estúdio, captando toda a emoção do lugar. “É uma forma de nos mantermos o mais natural possível, num momento em que estamos de saco cheio de regravações e de superarranjos”, diz Tiê.

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REVISTA CRIATIVA - Junho/2010


 Troca de Papéis 

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SITE VOGUE RG - Fashion Rio

RG encontrou Thiago Pethit no backstage do desfile da marca Espaço Fashion, nessa segunda-feira (31.05) de Fashion Rio. Ele canta logo mais, com banda na passarela e tudo. Pethit veio falar com a gente. Um moço calmo, de topete rockabilly. “Essa apresentação tem uma pegada 50″, contou. “É um medley de músicas do meu disco (o primeiro, Berlim, Texas)”. Que é calminho, mas na passarela o som vai ganhar mais ritmo, pra ajudar no andar das modelos e tal.
A gente quer saber dele, da cabeça dele, do que passa por ali nesse momento de pré-ribalta, em que ele segura nas mãos a responsa de ser o next big thing. “Acordo todo dia e vou dormir no mesmo dia. Está tudo muito claro, venho e faço o meu trabalho. Não sou promessa pra mim”.
A agenda dele já começou a apertar. Entre apresentações pelo Brasil, tem uma gringa no gatilho. Mas ele não pode falar. A gente tentou: espremeu aqui, ali, mas ele não falou não. Tem que assinar. Festival? Turnê? Alguma coisa boa por aí. Tá cheio de coisa boa no caminho dele.

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 GUIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - 21 DE MAIO/2010Saia Para Encontrá-loIr a um show em que o vocalista faz o tipo blasé me incomoda a ponto de me fazer escolher a dedo qual show vai valer a pena todo o esforço de sair de casa. É por isso que opção de ouvir tranquilamente o disco ‘Berlim, Texas’ em meu tocador é tão forte quanto ver Thiago Pethit no palco.
Primeiro porque arrisco dizer que quem gosta dele também vai gostar de coisas que eu gosto (no melhor estilo amazon.com) o que me faz sentir ‘em casa’. Segundo porque a despretensão do figurino sempre vai me surpreender e eu vou reprar em qual camiseta ele vai usar (depois de ele abandonar os coletes, que eu adorava). Terceiro porque vou me encantar com o jeito como ele move os braços, numa espécie de ‘auto regência’, ao mesmo tempo em que bagunça o seu topete. E, por fim, como ele consegue fazer uma canção de Lady Gaga parecer sua desde sempre.Por Evelin Fomim
 

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O GLOBO - SEGUNDO CADERNO - 17 de MAIO /2010

Vive la France (por Leonardo Lichote)

Artistas como Serge Gainsbourg influenciam cada vez mais músicos brasileiros da nova geração
Talvez seja exagero falar em invasão francesa. Mas tons brancos, azuis e vermelhos vêm se insinuando - ora com sutileza, ora de forma evidente - na música brasileira contemporânea. Versos em francês aqui, um acordeom puxando o clima chanson ali, ecos cool-cafajestes de Serge Gainsbourg acolá, um clima de cabaré parisiense em outro canto… Com trabalhos independentes, por caminhos diferentes e vindo de vários estados do Brasil, um grupo heterogêneo de artistas - Renato Godá, 3namassa, Les Responsables, Thiago Pethit, Bande Ciné, Edgard Scandurra & Les Provocateurs… - encontra na terra e na música de Edith Piaf e Nino Ferrer um ponto de interseção.
O compositor paulistano Thiago Pethit tem sua obra e trajetória ligada fortemente a essa tradição. As canções de seu recém-lançado CD “Berlim, Texas” ecoam a chanson de Piaf, Jacques Brel e Charles Trenet (“Sempre ouvi esses artistas, assim como Gainsbourg; eles entram no meu trabalho de um jeito muito natural”). Uma delas, “Voix de ville”, é cantada em francês, num arranjo que evoca a atmosfera musical do vaudeville. Antes, ela já tinha lançado, num EP, “Uma canção francesa”, em dueto com Tiê - outra artista que bebe dessa fonte. O seu sobrenome foi “roubado” de um personagem francês (Monsieur Pethit), criado e vivido por ele no show de um amigo.
Até as músicas minhas que não têm essa referência escancarada, como “Uma canção francesa” ou “Voix de ville”, carregam a estrutura da chanson. São músicas que não têm refrão, quase sempre num compasso ternário bem específico - nota Pethit. - Como ator, sou muito fã da Nouvelle Vague. Queria ser Doinel (personagem de Truffaut vivido por Jean-Pierre Léaud em vários filmes)! Mais que uma construção artística, portanto, esse lado francês faz parte da minha construção de caráter (risos).
A França do compositor não é só de Nouvelle Vague (o movimento cinematográfico) e chanson. Seu maior ídolo é a cantora francesa Camille, que já gravou com a Nouvelle Vague (a banda). O recente show do grupo francês no Rio, aliás, foi aberto por Pethit. (…)
 

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REVISTA TRIP - MAIO 2010


 CAMISA DE FORÇA - Editorial de estilo - Camisetas de banda com Ronnie Von, Rappin Hood, Gui Boratto, Thiago Pethit, Paulo Miklos, Pupilo e Dudu Tsuda. 

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REVISTA ROLLING STONE BR - ABRIL 2010


 HOT LIST - os editores da Rolling Stone escolhem seus favoritos do mêsTHIAGO PETHIT - “Forasteiro”
Berlim, Texas, segundo trabalho de Thaigo Pethit, é um disco delicado, cheio de texturas e sutilezas. Nesta faixa, ele recebe Hélio Flanders, do Vanguart.

Album: Berlim, Texas
Artista: Thiago Pethit
Gravadora: Independente

Classificação: Bom

Viagem melancólica do trovador paulistano tem rumo musical certeiro

O disco se chama Berlim, Texas, mas na viagem sentimental de Thiago Pethit há escala em Paris. Cantada em francês, “Voix de Ville” é a faixa que mais bem traduz o clima de cabaré que pontua o primeiro álbum deste cantor e compositor paulistano, revelado em 2008 com o EP Em Outro Lugar. Neste cabaré de primeira classe, Pethit afoga suas mágoas num tom de delicadeza romântica que lembra o som de Tiê, sua prima-irmã musical. Afina melancolia destilada em temas autorais – cantados ora em português, ora em inglês – indica que Pethit está perdido sem conexão com o ser amado. “Descreva pra mim sua latitude/ Que eu tento te achar no mapa-múndi”, suplica em “Mapa-Múndi”. Dividida com Hélio Flanders, do Vanguart, “Forasteiro” reitera a procura da rota existencial. Mas o rumo musical deste primeiro álbum do viajante, traçado pelo produtor Yuri Kalil (do Cidadão Instigado), já parece bem definido. Entre a partida e a chegada, Pethit se revela um moço de fino trato.

Por Mauro Ferreira

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MÔNICA BERGAMO - ILUSTRADA - FOLHA DE SÃO PAULO  - 09/ABRIL/2010

 

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REVISTA BILLBOARD BR - ABRIL 2010


O cantor e compositor paulistano de 27 anos é da mesma linha da banda cuiabana Vanguart - afinidade comprovada com a participação de Helio Flanders em “Forasteiro”. Em seu primeiro CD, com nove das 11 faixas para audição no myspace, Pethit apresenta 5 músicas em inglês, outras cinco em português e uma filha única francesa (“Voix de Ville”). A unidade do disco vem do background do teatral do rapaz, formado em Artes Cênicas; e da mão do produtor Yury Kalil, membro do grupo cearense Cidadão Instigado. Influências como Leonard Cohen e Tom Waits são diluídas em boas faixas como “Sweet Funny Melody”, a valsinha de refrão esperto “Mapa-Múndi” e “Outra Canção Tristonha” (dona da letra mais feliz do álbum). No mais, aprecie o momento “artistas reunidos” em “White Hat” na qual participam os “novos paulistas” Tiê, Liz, Tulipa Ruiz, Dudu Tsuda e Tatá Aeroplano. Para ouvir com “O fabuloso destino de Amelie Poulain” no mudo.

por Braulio Lorentz

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 SITE PATRICIA PALUMBO (VOZES DO BRASIL - ELDORADOFM) 08/ABRIL/2010

Será que ele ouviu Leonard Cohen?
Foi muito bom o show de Thiago Pethit ontem no Studio Sp. Pelo tamanho da platéia com o frio que fez ontem nem precisava dizer, mas eu digo, tem temporada e é sensacional! Banda incrível com destaque pra uma percussão sutil e cheia de vitalidade de Guga Machado, mais cello de Ana Elisa Colomar, acordeon e piano de Camila Lordy, violão e ukulele de Pedro Pena e a voz do rapaz que é arrebatadora. Curti e saí de lá me perguntando se ele ouviu muito Leonard Cohen, Serge Gainsbourg, esses homens lindos, cheios de charme e consistência. Na camiseta preta tinha David Bowie, outro ícone da elegância, rei do discurso estético, mutante, andrógino, grande referência.
Estamos ensaiando a entrevista pro Vozes do Brasil. Hora dessas vai sair e vai ser bonito.
Berlim, Texas, o cd que está furando na vitrola aqui de casa, foi produzido por Yury Kalil Alaia, do Cidadão Instigado e teve o antenadíssmo e chiquérrimo Jackson Araujo na direção artística. Thiago assina todas as letras em português, francês e inglês e não sai do tom.

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CADERNO ILUSTRADA - FOLHA DE SÃO PAULO 07/ABRIL/2010


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REVISTA NOIZE (POA) - EDIÇÃO #32 - ABRIL/2010


O ESPETÁCULO DE UM HOMEM SÓ por Livio Vilela

Antes de descobrir a música, o paulistano Thiago Pethit era um cara teatro. No entanto, em seu primeiro álbum, o recém-lançado Berlim, Texas, ele encarou o que talvez seja seu maior desafio como ator: interpretar a si mesmo. “Berlim,Texas é como eu considerei que precisava ser um primeiro disco: revelador da minha personalidade. Posso afirmar que ele é 95% Thiago”, brinca. A influência teatral, no entanto, não para por aí: “O teatro ficou como um pano de fundo, um propósito para cantar a minha vida. Como se eu precisasse cantar essas coisas, porque faz parte do espetáculo”.Esse espetáculo pessoal de Thiago foi gravado nos Estúdios Totem, em São Paulo, por Yuri Kalil, principal responsável pelo tom minimalista e aconchegante do álbum, como se o ouvinte estivesse dentro da sala de gravação. “Buscava uma sonoridade mais simples e viva, menos artificial ou lapidada em estúdio, asséptica ou suja com reverbs e dubs. Não queria a opção mais fácil e que todo mundo faz”, explica Thiago sobre a decisão de gravar o álbum quase ao vivo, com erros e imperfeições. O pequeno cabaret de Thiago tem sido bem sucedido a ponto de lhe render um convite para abrir a apresentação do grupo francês Nouvelle Vague (que tem entrevista na página 24 desta edição) no Rio de Janeiro no fim de abril. “Não tinha como ser melhor! O Nouvelle Vague é uma banda que eu adoro e que lançou a Camille, a maior inspiração para eu querer fazer música”, empolga-se. “Nunca é muito fácil ser a banda que ‘faz sala’ para os convidados alheios. Mas é divertido e a gente sempre acaba conquistando públicos novos.” Que abram as cortinas, então.
RESENHA - BERLIM, TEXAS (3 estrelas e 1/2)

Se o EP de estreia de Thiago Pethit lembrava uma coleção de cartões portais (o tango argentino, as chansons francesas, os metais balcânicos), seu primeiro álbum funciona mais como uma viagem interior. Não há um mapa claro desse caminho, mas a voz de Thiago (soando cada vez melhor ) talvez seja o guia mais apropriado para nos conduzir por essa rota. Na estrada, encontramos pequenos fragmentos das suas experiências e impressões. É o mundo dele, não o nosso. Assim, Berlim, Texas triunfa ao expor tanto belezas, quanto imperfeições da música de Pethit (um misto da simplicidade do folk com a dramaticidade do cabaret), reduzida aqui a sua sonoridade primordial pela exímia produção de Yuri Kalil.

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 ROLLING STONE BR (site) 01/ABRIL 2010 
As melhores de Março - Nossos editores elegem as melhores músicas do mês!2° lugar - “FORASTEIRO” - Thiago Pethit e Helio Flanders

O CD Berlim, Texas, do paulista Thiago Pethit, já está sendo considerado um dos melhores trabalhos independentes do ano. Nesta faixa, que tem um clima existencial e melancólico, Pethit recebe o vocalista do Vanguart.

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REVISTA ÉPOCA SP - ABRIL/2010



 “Teste do Sofá”(indicações da redação)BERLIM, TEXAS - Thiago Pethitpor Denerval Ferraro Jr. EDITOR
Em seu primeiro álbum, o cantor e compositor paulistano Thiago Pethit redesenha um mapa-múndi imaginário e embarca numa viagem ao mesmo tempo doce e melancólica. Pethit parte do clima algo sombrio e melancólico dos cabarés berlinenses (“Não se vá” uma das melhores canções do disco), passa pelo vaudeville de Paris e chega, animado, aos esfumaçados saloons texanos, como na deliciosa “Nightwalker”. Canções em tom de modinhas, folk e baladas compõe um disco equilibrado, emotivo e apaixonante.

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REVISTA MARIE CLAIRE - Pré- Estréia MÚSICA- ABRIL/2010


2- BERLIM, TEXAS - THIAGO PETHIT(INDEPENDENTE)

O paulistano de 27 anos, lança seu primeiro disco, de faixas indie pop com ares de vaudeville. *Porque ouvirThiago empresta a voz agradável a músicas melancólicas - há até uma que se chama, justamente, Outra Canção Tristonha.

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CADERNO 2 - O ESTADO DE SÃO PAULO - 25 de março/2010

Thiago Pethit lança primeiro álbum em clima de cabaré

(Por Lauro Garcia Lisboa)

A atmosfera de cabaré no show que Thiago Pethit faz nesta 5ª feira (25) no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, só não vai ter bebida e fumaça porque é vetado no ambiente. “Mas vou colocar um gelinho seco”, diz o cantor e compositor, que lança seu primeiro álbum, “Berlim, Texas”. É no palco que Thiago se volta mais para suas influências teatrais, que também se refletem no conceito do álbum, desde já um dos mais bacanas do ano no Brasil.
“O teatro tem uma coisa muito legal que eu carrego, que percebi que muita gente de música, ou de outras artes, não tem. Como o teatro trata muito de conceito, fico atento a isso. Queimo a cabeça com 1 bilhão de coisas, porque quero tudo bem encaixadinho. Não necessariamente arrumar a cenografia, mas criar uma atmosfera”, diz.
Nas belas canções do CD, Thiago se revela observador inteligente, com letras cheias de imagens, outra preocupação que a maioria de seus contemporâneos não tem, por falta de estofo mesmo. Influenciado por Bertolt Brecht e Kurt Weill, ele elaborou o conceito do álbum como o roteiro de “um pequeno show”, como se fosse um cabaré, “onde você está tão próximo que escuta a respiração, o ruído do piano”. Daí, a insistência por manter todos os ruídos do ambiente da gravação no CD.
O roteiro é dividido em prólogo, capítulos e epílogo, “como uma pecinha do Brecht”. No Studio SP, onde faz temporada nos dias 7, 14 e 21 de abril, será um pouco diferente, mas com a mesma formação instrumental do disco: piano, cello, bateria, percussão e violão.
No show, ele conta com projeções de Ciça Luchesi e Fred com imagens feitas a partir da lousa que ilustra a capa do CD. “Brecht usava lousa pra dar sentido de preto no branco. Mas a lousa ao mesmo tempo é onde você viaja. Tudo que se coloca nela não é a coisa em si. Se desenho um passarinho, é um passarinho na lousa. É representação.” Para ele, a graça está em recorrer a boas referências e fazer algo com personalidade. “Parto do princípio de que hoje é impossível você ser original, mas ser legítimo você pode.”

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 SITE OFICIAL DJ ZÉ PEDRO - 25 março/2010

Numa dessas tardes de MySpace encontro Thiago Pethit e logo pressinto as diferenças: canções sem pressa de acontecer, letras diretas e o silêncio inteligente de poucos arranjos. Constato também a forte afinidade musical com a cantora Tiê que não saiu dos meus ouvidos no ano que passou. E de repente tudo faz sentido: Thiago é alma masculina de Tiê. Juntos fazem a nova canção jovem brasileira bem distante dos sambas e rocks barulhentos que costumam imediatamente dar certo no Brasil. Corajosos em procurar uma outra turma musical , os dois trazem para o Brasil referências dos velhos cabarés alemães e o perfume dos pequenos cafés parisienses. Tudo isso associado a um minimalismo moderno, sofisticado e universal que a nossa terrinha não está habituada. Por isso tive medo de encontrar um teatro com poucas pessoas nessa quinta-feira chuvosa e paulista. Meu engano me fez feliz: casa cheia com todos os presentes sintonizados com aquele som que vinha do palco. Servindo de cenário para Thiago e sua afiada banda, um delicado vídeo que divide o show em emoções e capítulos. E sua vida aparece ali: nervoso no início, concentrado no meio e ofegante de felicidade no final. Num determinado momento, sentado ao piano, ele surpreende com a inusitada Bad Romance de Lady Ga Ga, que em sua versão, poderia ser uma canção rara de Kurt Weill desconhecida por nós.O primeiro sinal de Thiago no mercado foi um EP lançado em 2008 chamado Em Outro Lugar que já apresentava sinais de novidade e consistência. Mas é nesse,realmente primeiro disco, chamado Berlim, Texas que sua arte se faz madura para os ouvidos de todos. Seu francês, inglês e português estão em perfeita harmonia com as composições feitas de objetiva sinceridade. Suas intenções estão à flor da pele. E o público agradece de pé ao final do show sabendo ter visto um belo começo. Ao final saio do teatro com dois discos na mão: um para mim e outro para o meu amor. Que eu ainda não tenho mas que as canções de Thiago vão me ajudar a conquistar.

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CADERNO 2 - O ESTADO DE SÃO PAULO - 16/março 2010DO TEATRO PARA A MÚSICA por Lauro Garcia LisboaCompositores e cantores, Karina Buhr e Thiago Pethit lançam álbuns de estréia marcantes, em que incorporam experiências com as artes cênicas.Eles têm outros pontos em comum: referências alemãs, sonoridade “suja” nos discos e o produtor Yury Kalil, do Cidadão Instigado.Thiago Pethit conheceu Karina Buhr no Teatro Oficina. Ele desistiu depois de um mês de ensaio. Ela seguiu em frente. De qualquer maneira, é notável como ambos, compositores e cantores, incorporaram suas experiências com as artes cênicas em seus marcantes álbuns de estreia. Eu Menti pra Você (de Karina) e Berlim, Texas (de Thiago) despontam como candidatos a melhores de um ano que ainda terá outros promissores CDs de estreia, de Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz, entre outros da cena paulistana.Karina nasceu em Salvador, mas é de Recife. A identificação de sua música vem de lá. “A primeira coisa que fiz foi dançar no Balé Popular de Recife. Aquilo pra mim é teatro. Era tudo dançado, mas tinha diversos personagens. Sempre fui louca por teatro, só que comecei a tocar e acabei me envolvendo completamente nisso”, diz a cantora. “Queria ser atriz, nem passava pela minha cabeça fazer música, mas já escrevia.”
Paulistano, 27 anos, Thiago já teve banda de rock, “mas era um hobby”. Desde criança estava determinado a fazer teatro. Formou-se em artes cênicas e ficou sete anos trabalhando com isso. “Uma das coisas que mais interessavam teatralmente eram as peças do Brecht. Tanto pela maneira como ele via as questões políticas como pela própria didática, a manipulação dele, aquilo tudo me deixava encantado”, lembra o cantor. Nem precisa dizer quer as influências de Brecht impregnam seu CD.
Referências alemãs também se explicitam no álbum de Karina, que dedicou ao avô a canção Soldat. Suas letras são repletas de personagens. Numa inversão de papéis, ele escancara a verdade mais íntima, retratando a si mesmo, enquanto ela faz mistério, brincando com a mentira. Karina e Thiago também estão ligados por Yury Kalil, que produziu o CD dele e mixou o dela. Em ambos há a evidência de uma naturalidade que se expõe na “sujeira” sonora.
A VERDADE SEGUNDO THIAGO PETHIT (por Lauro Lisboa)Inspirado em Brecht e Weill, compositor cria cidade fictícia com canções baseadas em seu próprio universo.

A canção brasileira tem em seu histórico grandes figuras que incorporaram as experiências com o teatro em seu trabalho musical, como é o caso de Ney Matogrosso, Elba Ramalho e Maria Bethânia. Seus shows são grandes montagens, com carga dramática e vistosos aparatos cênicos. Bethânia aspirava a ser atriz desde criança e, ao longo de sua carreira de cantora, vem trabalhando com os melhores diretores teatrais. A diferença é que Thiago Pethit e Karina Buhr não são só intérpretes, mas compositores. E as influências das artes cênicas se refletem na forma como compõem suas canções.
Thiago foi buscar inspiração em Bertolt Brecht. E Kurt Weill, parceiro do dramaturgo alemão, é sem dúvida uma de suas referências, como Tom Waits e Leonard Cohen. “No fundo são todos músicos que têm esse aspecto do vaudeville. Cohen escreve umas coisas muito pessoais, que é também um pouco por onde eu caminho.” Na cidade imaginária criada por Thiago em Berlim, Texas, a lousa que serve de capa do CD e de cenário do show sintetiza a ideia do “preto no branco”, daí as canções confessionais. “Minhas letras são superpessoais. Tem uma que não é, Voix de Ville, em francês, e é sempre mais difícil de eu fazer”, diz o autor.
Daí a transparência não só de intenções, mas de resultados. Ao contrário de certos imitadores de Waits, Thiago evita o pastiche. O xis da questão não é ter boas fontes, mas o que fazer com elas. “Quando gravei o disco tinha essa questão das referências meio antigas, essa Berlim, Texas como algo dos anos 20 ou dos anos 60. Ao mesmo tempo sabia que isso só realmente seria interessante pelo fato de eu como pessoa sou muito antigo (não moralmente) e muito contemporâneo.”
É notável a evolução do trabalho registrado no EP de 2008 para o álbum. Uma das canções, aliás, faz parte dos dois trabalhos. É White Hat, que ganhou arranjo bem mais interessante. Bastou acrescentar detalhes de um mínimo de instrumentação e vocais mais trabalhados.
Há quem venha comparando Thiago com Tiê, por uma certas semelhança na sonoridade, com uma pitada do que se convencionou chamar de pós-folk (Hélio Flanders, do Vanguart, aliás, participa de uma das melhores faixas, Forasteiro), e um mínimo de instrumentação, acústica, baseada em piano, com acréscimo de cello, bateria, violão e percussão. “Tiê me deu umas aulinhas de piano e violão e foi quem abriu a minha caixinha de Pandora. Eu trabalhava com teatro e estava começando a ficar descontente com o fazer teatral, porque eu descobri que gostava muito mais da teatralidade, que é o que Brecht tinha, do que do teatro em si.”
Dono de bela voz, autor e intérprete inteligente, observador atento, Thiago fez um álbum charmoso, denso, caloroso e sensual como um cabaré. Tem algo de Beirut também, mas imprime sua personalidade em cada detalhe, e em qualquer língua.

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SITE CHIC - GLÓRIA KALIL - 26 março/2010

Alô, Chics! É mesmo uma delícia de dar água na boca o show do Thiago Pethit, que se apresentou ontem no teatro do Sesc Vila Mariana. O garoto é bonito, tem um chic no vestir e no se movimentar que são de um charme total. E canta! Mais do que isso, como ser globalizado que é, compõe músicas lindas em inglês e francês também. E que se faz acompanhar por uma banda adorável composta de duas meninas (piano e acordeão a primeira; cello e clarinete a segunda), um baterista e o das cordas (violão e ukulelê). Sem contar que no meio do show traz para nos apresentar um convidado de Mato Grosso, o ótimo Hélio Flanders do Vanguart, com quem canta em dueto uma das mais bonitas e pungentes músicas do show, Forasteiro. O espetáculo é muito mais do que um pethit-four (como ele disse que queria chamar a banda); é um banquete de gostosuras cosmopolitas com tempero totalmente brasileiro que Thiago preparou para alegrar nossos sentidos. Por Gloria Kalil

http://chic.ig.com.br/alo-chics/post/bon-apethit

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SITE CHIC - GLÓRIA KALIL - 22 março/2010

Alô Chics - Curtindo São Paulo

O último dia do verão 2010 em São Paulo (20.03) foi perfeito: céu azul, nenhum sinal de chuva, temperatura civilizada e trânsito amigável. (…)sai para umas visitas ouvindo dois CDs ótimos que recomendo total: Chopin, The Nocturnes com Nelson Freire ao piano e Berlim, Texas de Thiago Pethit, o novo cantor-sensação que seduz imediatamente após os primeiros acordes (e olhem que eu estava implicando com ele só por causa do H no Pethit!). (…) por Glória Kalil

http://www.chic.com.br/alo-chics/post/curtindo-s-o-paulo

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JORNAL DA TARDE - VARIEDADES - 18 de março/2010

Thiago Pethit desistiu de ser ator para lançar seu primeiro e elogiado álbum, ‘Berlim, Texas’
Aos 9 anos, o virginiano Thiago Pethit tomou uma decisão: seria ator. Determinado, começou a fazer aulas de interpretação e se profissionalizou. A mudança nos planos do paulistano começou em 2007, já aos 23 anos, quando foi convidado para dirigir um show que o músico Dudu Tsuda fazia ao lado da cantora Tiê. O contato com a música mexeu tanto com Pethit que ele fez as malas e foi para Buenos Aires, na Argentina, estudar canto e composição. Depois de um EP, o músico lança agora o álbum Berlim, Texas.
Pethit conta que os primeiros acordes saíram graças ao incentivo de Tiê. “Ela começou a me empurrar para cantar e tocar, dizia que eu tinha um boa voz”, lembra. A empolgação da amiga (leia entrevista com Tiê ao lado) criou uma ‘pulga atrás da orelha’ do ator, que procurou um conservatório de tango. “Sempre gostei de do ritmo, foi uma maneira de transitar do teatro para a música, afinal o tango é muito dramático.”
Sem tocar praticamente nada, as primeiras letras nasceram em forma de poesia. As melodias, por sua vez, ganharam forma com uma combinação de lá-lá-lás. De volta a São Paulo, foi durante a gravação do EP Em Outro Lugar (2008) que o aprendiz começou a descobrir o violão. “Eu passava a tarde na casa da Tiê aprendendo violão e um pouco de piano. Não sou um instrumentista, toco para compor. Só consigo tocar o que é meu”, diz.
Vindo de uma família envolvida com arte, Pethit levou para sua música os sons da MPB que ouvia em casa. “Meu pai foi locutor de rádio, tínhamos uma superdiscoteca em casa. Ouvíamos Rita Lee, Mutantes, Caetano Veloso.” Ao gosto de criança, somaram-se os trabalhos dos americanos Tom Waits e Lou Reed e do australiano Nick Cave. Mas as referências não param por aí. “Sinto influência de tudo. Hoje temos muita informação. Você entra no YouTube puxa uma canção do Chico Buarque, que te leva para um clipe do Little Joy. É um caldeirão.”
Dos tempos de ator, leva o apreço pelo trabalho do dramaturgo alemão Bertold Brecht. “Brecht tratava de política em peças didáticas, o que trago é um derivação dessa linguagem, uma ambientação teatral”, explica.
Na ‘Berlim, Texas’ de Pethit os assuntos são mais íntimos, com letras confessionais que são quase um diário. “Sempre sinto que falei de mais, mas fazer música é quase um exorcismo. Quando se diz para o outro, aquilo não é mais só seu”, explica o compositor, que escreve em português, inglês, espanhol e francês. “A música já chega com um idioma.”
Parte de uma geração pós-folk, que inclui artistas jovens como Juliana R, Lulina e a própria Tiê, Pethit classifica seu som como pop. “A música pop é o grande gênero da contemporaneidade. É um ritmo que incorporou folk, samba e outros estilos. Afinal, nenhum de nós é caubói ou hippie.” Por Maiara Camargo

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GLAMURAMA - 10 de março, 2010

Thiago Pethit está com a corda toda. O cantor, um dos mais elogiados da novíssima geração paulista, mal lançou seu primeiro disco - o doce e delicado “Berlim, Texas” - e já estreia em palcos cariocas, no dia 30, com a moral lá em cima. Thiago faz o show de abertura para fofíssima banda francesa Nouvelle Vague, no Circo Voador. Tudo a ver com o trabalho dele, que também tem canções em francês e inglês.

* Mas os paulistanos não precisam ficar com ciúme. Antes do show carioca no Circo, Thiago vai se apresentar em São Paulo. Estreia no dia 25, no Sesc Vila Mariana. E, em seguida, faz temporada durante as quartas-feiras de abril - nos dias 7, 14 e 21 - no Studio SP.

http://glamurama.uol.com.br/Materia_agenda-43170.aspx

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 REVISTA VEJA - RECOMENDA (10 de MARÇO 2010)
 

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VEJA /São Paulo - TERRAÇO PAULISTANO - 10 de MARÇO 2010

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2155/thiago-pethit-cd-de-estreia-independente-elogios-da-critica

INDEPENDENTE, POR ENQUANTO por Alvaro Leme

Foi corajosa, para dizer o mínimo, a decisão do cantor paulistano Thiago Pethit, 27 anos, em seu CD de estréia. Ele bancou do próprio bolso 25.000 reais com estúdio, mixagem e lançamento, num esquema 100% independente - ou seja, sem selo e sem gravadora.

A julgar pelos elogios que vem recebendo da crítica, tudo indica que seguirá o mesmo caminho que a também alternativa cantora Tiê, cujo ábum foi comprado e relançado pela Warner Music. “Acho possível, sim, ser popular ou comercial sem perder a essência”, analisa ele, que no dia 25 apresenta as onze canções do disco Berlim, Texas no Sesc Vila Mariana. Em abril, será atração do moderninho Studio SP, na Augusta. “Minha carreira aind não chegou aonde quero, mas estou quase lá”.

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FOLHA DE SÃO PAULO - ILUSTRADA - 01 de MARÇO 2010

CABARÉ CHIC

O veterano Renato Godá e o estreante Thiago Pethit lançam, nesta semana, álbuns com clima teatral e inspiração underground. Por Marcus Preto

Um cabaré na Berlim pré-nazista ou um bordel de cidade portuária, nublado por cigarros e poeira. Um botequim sujo onde um bêbado rabisca versos em guardanapos ou um circo decadente na Paris do início do século passado. A música e o imaginário de Leonard Cohen, Serge Gainsbourg, Bertolt Brecht, Kurt Weill, Tom Waits.
Foi a partir dessas referências, todas elas tão incomuns na cartilha de códigos estéticos da música brasileira, que dois cantores e compositores paulistanos criaram os álbuns que lançam nos próximos dias.
Renato Godá, 39, é o pai de “Canções para Embalar Marujos”, produzido por Plinio Profeta. Nele, mergulha mais fundo no universo de “submundo romântico” esboçado nos dois trabalhos anteriores -sobretudo no EP de 2006. “Não falo de amor de novela”, diz. “É o amor retratado por um olhar masculino. Tem sacanagem, malícia, putaria. Esse clima de marinheiro e cais de porto que me atrai desde moleque.”
Thiago Pethit, 27, fez “Berlim, Texas”, primeiro álbum, com produção de Yury Kalil (do Cidadão Instigado). Ex-ator, lançou há dois anos um EP que, hoje, considera a “transição do teatro para a música”. O nome do novo disco, diz, engloba os dois universos que seu trabalho quer abraçar. “É como se Berlim fosse uma cidade dentro do Estado do Texas”, resume. “Como se Kurt Weill tocasse com Tom Waits num vaudeville, num cabaré ou num “saloon bar”.”
A maneira como os discos foram gravados cuidou para que essa linguagem fosse mantida -realçada, até.
Godá fez questão de registrar as 13 faixas em dois dias de estúdio, tentando fazer valer, sempre que possível, o primeiro “take”. Pethit instalou microfone no pedal e no teclado do piano para captar todas as “falhas”, que foram incorporadas ao produto final. Em ambos os casos, nenhuma possível derrapada foi retocada.
O repertório dos álbuns foi quase exclusivamente composto pelos autores. A exceção fica para “Nasci Para Chorar”, versão que Erasmo Carlos fez para “Born to Cry” (Dion DiMucci), gravada por Roberto no LP “É Proibido Fumar” (1964) e regravada agora por Godá. É o marujo atracando em mares brasileiros? “Não”, responde o intérprete. “É mais Gainsbourg do que jovem guarda.”
Pethit convidou Hélio Flanders, do Vanguart, para dividir com ele letra e vocais em “Forasteiro”. O grupo de Flanders está entre os principais da nova onda folk nacional. “Ele e a Mallu [Magalhães] trouxeram para o Brasil algo muito contemporâneo e que não é só da nossa raiz musical.”
Composições assim tão ricas em imagens criam, inevitavelmente, a sensação de espetáculo cênico. E de personagens de ficção. Godá rejeita a etiqueta de “cantor teatral” que, por todos esses motivos, se colou sobre ele.
“Muita gente achava que meu trabalho era teatral por eu ter sido casado com atrizes [foi marido de Bete Coelho], por ter amigos atores. Tenho amigos que trabalham em banco, também”, diz. “Sou o maior canastrão e nem vou ao teatro.”
Pethit, que em cada música do EP “de transição” vivia um personagem diferente, diz ter finalmente encontrado sua voz. E é ela, e não os personagens, quem canta as músicas confessionais de “Berlim, Texas”. “Usei o conceito de cabaré para incluir o que há de teatral na minha música”, define. “É uma coisa do tipo “isso tudo em volta é cenário, mas o que eu estou dizendo é de verdade”. Só assim consegui, enfim, me expor.”

CRÍTICA ‘BERLIM, TEXAS’ - por Ronaldo Evangelista

Pethit mostra senso estético e sabe ser espontâneo.

Em onze faixas, o cantor apresenta uma música com ar urbano e poliglota

Thiago Pethit é um ator, mas seu método parece ser o da vida. Encarnando um cantor compositor, a representação é menor que o ímpeto de viver o personagem em primeira pessoa. De mansinho, nos últimos anos, gravou EP e single, fez clipe charmoso, filmou curta, teve aulas de composição em Buenos Aires e se jogou em pequenos shows justamente comentados à boca pequena.

Algo que o ajuda é o fato de estar inserido, pelas relações, gostos, geração e universo, em uma tal nova cena folk em São Paulo, de Tiê, Vanguart, até Mallu Magalhães. Mas o trunfo é a naturalidade de seu senso estético e a espontaneidade para criar seu universo sobre tango argentino, valsa francesa, folk americano, pop europeu. 

Intenções expandidas
Chegando agora ao primeiro álbum, “Berlim, Texas”, o capricho continua, mas as intenções se expandem. Por onze faixas - cinco em português, cinco em inglês, uma em francês -, ele apresenta uma música urbana e poliglota, confessional e orgânica, estilizada e sincera. É o indie delicado e deliberadamente idiossincrático de Beirut, Andrew Bird, Chris Garneau, Yann Tiersen, Devendra Banhart, com o senso pop de canções que buscam aquela sensação de abrir os braços quando chega o refrão.

O disco se revela em dinâmicas sussurradas, detalhes que entram e saem, sonoridade acústica levada por pianos, violões de nylon, ukuleles, violoncelos, sanfonas, poucas baterias.
Tudo muito simples, quase minimalista, ideias e sons apresentados um por um, colocados de maneira direta. Direto e simples, mas desviando da banalidade pelo espaço que deixa para o disco soar, questões ecoarem, imperfeições enriquecerem o todo.

Pethit é ótimo cantor, instintivo e entregue, à vontade interpretando letras sobre despedidas, amores, passeios, cartas. Imagens suspensas no ar em canções contemplativas, talvez tristonhas, mas não exatamente melancólicas. De um romantismo idealizado, mas não exatamente ingênuo. Com o senso de humor sutil de uma interpretação, mas vivida em primeira pessoa.

BERLIM, TEXAS

Artista: Thiago Pethit
Lançamento: independente
Quanto: R$ 20, em média
Avaliação: bom

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 JORNAL DO BRASIL (RJ) - HELOISA TOLIPAN - 01 DE JANEIRO 2010http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18292 

O paulistano Thiago Pethit vem com um CD novo em 2010. Com previsão de lançamento para março, o cantor integrante do movimento Novos Paulistanos, que tem Tiê com expoente máximo, colocará na praça suas músicas com pegada folk, ares de cabaré francês e letras poliglotas. O álbum tem produção de Yuri Kalil e um duo com Hélio Flanders que promete causar polêmica.

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SITE FFW.COM.BR - FASHION FOWARD

http://ffw.com.br/noticias/setlist-da-semana-apostas-2010/

Thiago Pethit – Um crooner isolado em um país carente de cantores, Thiago Pethit vai lançar seu primeiro disco no próximo ano, e se o primeiro EP, “Em Outro Lugar” servir de parâmetro, vem coisa boa por aí.

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 SITE CHIC - GLÓRIA KALIL - PLAYLIST DE VERÃO - 04 JAN 2010http://chic.ig.com.br/materias/518501-519000/518684/518684_1.html

Filhote da nova cena musical paulistana, Pethit carrega um sem número de influências que dão em uma mistura bem peculiar: teatro, tango argentino, sua própria herança familiar e uma paixão pela canção bem arranjada. Seu primeiro disco, Berlin, Texas deve sair em março de 2010. (por Eduardo Viveiros)

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JORNAL “O GLOBO”  (RJ)- MEGAZINE  -DEZEMBRO 2009

Cinco Artistas Que Deveriam Bombar     em 2010

Thiago Pethit : Folk de cabaré francês e letras bacanas!

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     REVISTA CLAUDIA - DEZEMBRO 2009 

FORÇA POÉTICA - Ator, louco por chanson e Edith Piaf, o paulista Thiago Pethit estudou na Academia Nacional de Tango Argentino, e é fã de cinema italiano. A mistura fez dele um romantico.  Essa canção Francesa, que compôs em francês para cantar com a amiga Tiê, mostra que a nova geração tem força poética. Thiago prepara seu novo CD para 2010 e Tiê está divulgando seu Sweet Jardim. O que os uniu? “Ambos falamos de amor”, diz ela.

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JORNAL DO BRASIL (RJ) - CADERNO B - COLUNA HELOISA TOLIPAN 31 DE OUTUBRO 2009

Semana que vem Thiago Pethit coloca o ponto final em seu álbum de estreia a ser lançado no começo de 2010, produzido por Yuri Kalil do Cidadão Instigado e direção artística de Jackson Araújo. Pera aí, volta tudo, não sabe quem é Thiago Pethit? Trata-se de um músico paulistanos, radicado em Buenos Aires por anos e repatriado para se consolidar no mundo da música. Em grande estilo. Suas composições são delicadas,emocionais e com um pé na melancolia. Prato cheio para corações sensíveis. “A música nunca foi o topo da pirâmide artística na minha vida e educação. O amor pela música veio de uma necessidade de comunicação. Era cinéfilo, gostava de escrever e de atuar mas sempre achei que a música, das artes, é que mais interage diretamente com as pessoas, entrando em suas intimidades e fazendo parte do cotidiano. Isso me interessa. Tenho uma necessidade muito grande de dialogar, sobretudo com a minha geração”, explica Thiago, que também excursiona com um show batizado Novos Paulistas formado por ele, Tiê, Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano e Dudu Tsuda. Tiê e Thiago aliás, tem um dos duetos mais bonitos do mundo, na música Nossa Canção Francesa. “Foi ela a primeira pessoa a me incentivar sair do teatro e começar a cantar e compor. vizinha de rua e vizinha sonora. Há muita identificação entre nós, como amigos e como músicos”, define Thiago, nosso Petit enfant da MPB. (por Junior de Paula)

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   ILUSTRADA – FOLHA DE SÃO PAULO 05 DE JULHO 2009 

Só no gogó – por Marcus Preto

Conheça 13 nomes da nova geração de cantores brasileiros.

O medo de cantar. Ainda que os meninos dos anos 2000 se virem muito bem em todas as tarefas da produção de um disco, a obrigação de subir ao palco e encarar a plateia com a própria voz ainda causa pesadelos em muitos deles.
Diversos fatores foram apontados como causas desse pavor. Segundo Thiago Pethit, um dos que mais costumam atormentar seus colegas é o desconforto com a exposição pessoal -o artista ter que se mostrar além da própria música.
“Estamos nos libertando de uma tradição”, comemora. “A de que aos homens restou o papel das feras, enquanto nossas colegas cantoras representariam as belas.”
Ele segue seu raciocínio: “Para os homens, assumir uma “personalidade”, ou se tornar o belo de sua própria fera tem sido tema de discussão até nos divãs da psicologia. Porque não seria para nós, cantores?”
É mais ou menos essa a opinião de Leo Cavalcanti, que, em suas performances, tem demonstrado interesse em misturar referências cênicas femininas e masculinas. Leo aponta o sexo como um tema tabu entre os cantores.
“Talvez as pessoas tenham dificuldade de ver homem cantando -que é um ato feminino por consistir em doçura- ou expondo sua feminilidade sem que sejam necessariamente gays”, analisa. “Elas não conseguem engolir isso porque fica mexendo num monte de coisas nos seus estômagos, coisas delas mesmas que não conseguem digerir e têm verdadeiro pânico de enfrentar.”

João Gilberto
Mas nem todos os medos se concentram no campo sexual. Bruno Morais detecta, como outro fator repressivo, uma autocrítica feroz dos cantores em relação às próprias vozes.
“Alguns amigos que cantam vivem me dizendo que são compositores, mas que não são bons de palco ou não cantam bem”, relata. “Mas aí você vai ouvir o cara cantando e a voz é linda, tem uma ótima expressão, uma originalidade.”
“Parece que o desejo de ser autor supera o de ser intérprete. Como se aquele fosse mais artista que este”, emenda Rubinho Jacobina. “A figura do cantor que se dedica de corpo e alma à nobilíssima arte de interpretar deixando de lados possíveis veleidades autorais está muito em baixa.”
Ele tem razão. Todos os cantores que falaram para esta reportagem são também compositores. Tanta coincidência deve significar alguma coisa.
Romulo Fróes vai fundo na questão e defende a tese de que, no que diz respeito à maior parte dos meninos desta geração, o canto não é um “produto final”, mas um instrumento na formatação do trabalho.
“Ainda vale a invenção de João Gilberto, em maior ou menor grau somos todos filhos dele”, diz. “A composição é que particulariza o canto de cada um. Se somos uma geração que pretende mexer na tradição da canção brasileira, e acredito que somos, isso necessariamente tem que passar pela composição.”
Ter uma boa voz é um atributo fundamental para que o cantor se dê bem? Thiago Pethit volta para dar sua opinião: “Isso é importante, mas foi-se o tempo de cantar só porque se tem uma bela voz afinada. Como não faz mais sentido compor só porque se tem belas rimas. É preciso mais que isso”.
Lançando seu quinto álbum nesta década de 2000, Wado até concorda com Thiago, mas adverte que é preciso ficar atento aos problemas que muitos de seus colegas enfrentam quando botados à prova como cantores. “Nos programas de TV ao vivo, eles sempre sofrem com a falta de técnica. É legal que o jeito de cantar seja uma espécie de assinatura, mas isso não pode servir como muleta.”

(…)

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   REVISTA COQUETEL MOLOTOV #6
 Palavras: Ana Garcia
Fotos: Autumn Sonichson
Eu gostei de Thiago Pethit antes de escutar sua música, antes de saber que ele morou em Buenos Aires, estudou tango (e que isso é obvio na sua música), antes de descobrir que ele é amigo de Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano e Tiê. Eu gostei de Thiago Pethit quando abri o jornal e ví uma foto de um jovem com seu violão, olhando pra baixo, em um sofá vermelho anunciando que abriria para o Bonnie “Prince” Billy. Essa foi a primeira vez que ouvi falar nele. Fiquei sem acreditar que não conhecia seu folk peculiar com toques de valsa e do dramático tango. Thiago faz uma música especial e não faz tanto tempo que, com 26 anos lançou seu primeiro EP com 6 faixas. Todas tocadas com instrumentos de “verdade”, sem recorrer aos programas eletrônicos. Estava escutando este disco quando entrei no MSN à noite, depois de colocar minha filha para dormir – e Thiago apareceu mais cedo que eu esperava. Pretendia me preparar para entrevistá-lo mas ainda na primeira faixa, “Em Outro Lugar”, ele dispara – “Sabe essas pessoas que a gente imagina de um jeito e são de outro?” Assim começou nossa primeira conversa. “Na minha imaginação, você podia ser entojadinha, talvez gordinha, cabelos cheios. Que loucura! Achei que você fosse mais velha”, continua. Ainda faltavam cinco músicas, mas não poderia ter sido melhor. Ouvir sua música e conversar ao mesmo tempo foi uma das melhores formas de conhecê-lo. (cont. entrevista até pág. 25) 

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   FOLHA DE S.PAULO - ILUSTRADA – MONICA BERGAMO - 24 DE SETEMBRO 2008
 

SAI DA TOCA

O cantor e compositor  Thiago Pethit, 25, só lança seu primeiro disco, “Em Outro Lugar”, na próxima segunda-feira, mas já está com a agenda cheia; em novembro, ele abre o show do cantor norte-americano Bonnie “Prince” Billy, no Studio SP; antes disso, se apresenta no projeto “Cedo e Sentado”, em São Paulo.

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   GUIA DA FOLHA DE S. PAULO - discos , livros e filmes.

Na contramão das superproduções com uso excessivo de artifícios eletrônicos e pós-modernices vazias, Thiago Pethit, 25, lança seu primeiro EP (extended play) autoral, “Em Outro Lugar”trazendo seis canções artesanalmente manufaturadas com instrumentos tocados de verdade.

E, de verdade também, canta sua poesia através de uma voz doce e firme, com vibratos sutis e interpretação teatral na medida certa.

O moço assina a produção de quase todo o albúm ao lado de Maurício Fleury e Tatá Aeroplano,
e ainda conta com a participação da cantora Tulipa Ruiz na bela “Birdhouse”.

Um sentimento Folk, lembranças de Tom Waits e Leonard Cohen, perfumes de cabaré e acordeons lançados ao vento nos levam para os outros lugares de Thiago Pethit. Disco bonito, vale a pena conferir.
(DAN NAKAGAWA)

ARTISTA Thiago Pethit
GRAVADORA Independente
QUANTO R$10
AVALIAÇÃO bom

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REVISTA ROLLING STONE BR

http://www.rollingstone.com.br/edicoes/30/textos/3657/

 Melodias Cênicas
Por Fabiana CasoThiago Pethit agrega poesia, tango e vários idiomasEm uma noite de sexta-feira, após horas agendando shows com produtores via MSN, o cantor e compositor Thiago Pethit se questiona sobre ter ou não um empresário. Vestido com jeans, camisa xadrez sob pulôver preto, seus cabelos refletem algo dessa inquietação: não se decidem entre ser curtos ou compridos, com trechos apontando para cima e para baixo. Sua estréia, o EP Em Outro Lugar, motiva show sem São Paulo e agora pode chegar a outros estados. “Era para ser um cartão de visita e virou algo maior”, comemora.As canções se insinuam através do folk, arranham o rock e incorporam ares de tangos e cabarés. Versátil, a voz de Pethit pula do timbre cristalino para o rouco intenso, com sussurros, reforçados por instrumentos como violão, acordeão e escaleta.Fissurado por musicais e cinema das décadas de 1940 a 60, ele acumulou um amplo repertório antes de enveredar pela música. Após anos trabalhando como ator, entrou em questionamentos. “Não estava dialogando com os jovens. A música atinge gente de todas as idades de forma mais direta”, diz. Passou agravar poemas sobre beats eletrônicos com o pai – o jornalista Carlos Henrique Correa. Em seguida, Pethit foi para Buenos Aires, estudar canto e composição durante nove meses em uma academia de tango. Trouxe na bagagem melodias compostas a partir do compasso típico das valsas. Já as letras surgiram ao redor dos timbres de vários idiomas(português, inglês e francês) e de personagens que povoam o imaginário do autor.”A sensação era a de ter acordado de um coma”, comemora. “Finalmente havia encontrado um canal para usar referências do teatro, do cinema, da poesia e da própria música. Parecia que tudo já estava pronto na minha cabeça há muito tempo!

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   ILUSTRADA – FOLHA DE SÃO PAULO 09 DE MARÇO 2009(com Tiê, Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz, Naná Rizzini, Gianni Dias, Flávio Juliano, Gustava Ruiz, Dudu tsuda e Plínio Profeta) 

Disco da cantora Tiê evidencia modo de produção colaborativo
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MARCUS PRETO
Colaboração para a Folha

Ainda que seus arranjos silenciosos façam supor uma completa solidão, “Sweet Jardim”, álbum de estreia da paulistana Tiê, 28, pode ser tudo –menos o trabalho de uma artista solitária. Foram muitas as mãos e cabeças envolvidas nos vários processos de sua criação, repetindo um esquema de colaboração mútua cada vez mais comum na cena independente.
Nele, os músicos driblam a falta de dinheiro dando de graça o que têm de melhor –seja criatividade, método ou mão de obra. Essas parcerias fazem a engrenagem rodar, gerando sua própria energia.
“São Paulo é meio precursora nisso”, diz o carioca Plínio Profeta, 39, produtor de “Sweet Jardim”. “Os músicos paulistanos são mais articulados. Um exemplo é o [coletivo] Instituto, que compõe, toca, cria selo, lança disco, um ajuda o outro. Quando um se destaca, todos ficam em evidência.”
É preciso não confundir essa cooperação artística com um novo movimento musical, como foi a bossa nova, a jovem guarda ou a tropicália. Aqui, os trabalhos de cada um dos elementos do grupo são radicalmente diferentes entre si em termos de estilo.
“Eu sou do rock, mas posso ajudar a Tiê, que faz um som mais leve, a criar uma letra ou a montar uma página no MySpace”, exemplifica Naná Rizzini, 28. Lançando seu primeiro EP, ela lembra que a rede não envolve apenas músicos. “Tenho amigos designers, fotógrafos, figurinistas… Assim, o projeto gráfico, a maquiagem, cabelo, os clipes, tudo vira custo zero.”
Tatá Aeroplano, 33, nota que os artistas estão mais interessados em compreender e dominar o lado não-artístico da música. E contabiliza o quanto estar inserido num esquema coletivo pode tornar viável a realização de um disco.
“A gente paga os caras envolvidos na produção, estúdio e mixagem, mas é uma quantia simbólica”, diz. “O CD mais recente da minha banda Cérebro Eletrônico custou R$ 15 mil. É pouco para o resultado que conseguimos.”
Moeda de troca
Finalizando a produção do segundo CD do Jumbo Elektro, uma das bandas de que faz parte, Dudu Tsuda, 29, diz que tudo vale como moeda de troca. “Você pede um microfone ou um gravador e acaba pagando com uma trilha, tocando um instrumento num jingle ou com uma garrafa de uísque.”
“O meu vai ser na base da camaradagem total da galera. Se eu fosse pensar em contratar músico, ficaria inviável fazer qualquer coisa”, diz Tulipa Ruiz, 30, que pretende estrear em disco este ano.
Ela afirma que esse revezamento dos mesmos artistas em vários álbuns não “vicia” a sonoridade dos trabalhos nem limita os horizontes estéticos dos envolvidos. “Ao contrário. A cada disco que a gente faz junto, um traz coisas novas para o outro”, diz.
“Isso acontece porque somos um coletivo em que todo mundo pode exercer totalmente sua individualidade”, define o ex-ator Thiago Pethit, 25, que acaba de lançar seu primeiro EP.
“Comecei a ficar infeliz com o teatro na mesma época em que dirigi um show da Tiê e do Dudu”, recorda. “Vendo eles no palco, entendi que o que eu queria para mim estava ali: um monte de gente jovem e interessante fazendo coisas para gente jovem e interessada.”
“Sempre achei que essa crise na indústria ia render uma virada artística”, conclui Plínio Profeta. “A turma dos anos 2000 reagiu e aprendeu que, juntando as forças, poderia fazer o que quisesse.”

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   REVISTA NOIZE edição #23

Bandas que você não conhece, mas deveria conhecer

Thiago Pethit é certamente uma das coisas mais bacanas da invasão folk no brasil. O paulistano é dono de uma capacidade ímpar de fazer o folk soar como MPB com ares de ineditismo. Isso é claro, quando canta em portugues, já que ele faz eco ao grande número de brasileiros que, finalmente conseguem cantar em inglês e ser respeitados assim, universalizando sua música mais do que a vastamente aceita e revenciada música brasileira seria capaz.
A música de Pethit brinca com os tempos das valsa, que ele diz serem seus prediletos. As melodias e os bandoneones remetm, em muitas das canções ao Beirut. Mas denunciam também as influências tangueiras, dos tempos que o cara passou em Buenos Aires (quase um ano) estudando e imergindo no ritmo portenho e nas aulas de canto e composição.
O repertório necessário para alimentar essa usina musical, Thiago Pethit traz da infância. (…)
Escute: O novo single Fuga No.1. A bela Birdhouse, que soa como um Nick Drake brincando de circo.

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   SITE – ÉRIKA PALOMINO
 

Thiago Pethit, 25, é um dos talentos que valem a pena no mar de novos nomes brasileiros que despontam no circuito indie e MySpaces da vida. Influenciado por teatro, literatura e cinema, paixão que nutre desde a infância, ele acaba de lançar seu primeiro EP, “Em Outro Lugar”.
Em seis faixas mais um bônus, Thiago mostra seu folk poético e carregado de referências que vão de Carlos Gardel (ele estudou canto e composição de tango em Buenos Aires) a Lupicínio Rodrigues, Truffaut e Almodovar, Cortazar e Hilda Hist, Mutantes e Leonard Cohen…
A faixa que abre e dá título ao EP tem atmosfera dos Balcãs, com acordeon, flauta e banjos marcando a produção, que tem tudo para agradar quem gosta de Beirut.
Destacam-se ainda “Birdhouse” com perfume lo-tech e minimalista, só voz, violão, passarinhos e uma percussão hipersuave, “The Souvenir Song”, homenagem a Tom Waits, e “O Último a Saber”, com um quê de sacro-cigano, de Zé Ramalho, linda. Para ouvir mais passe no myspace.com/lepethitprince.
10.09.2008 (Sérgio Amaral)

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10 Apostas

Conheça antes dez profissionais da nova geração que arrasam e prometem fazer ainda mais barulho nos próximos anos. (por Marcelo Cia)

“Pethit é pequeno com H.”, diz Thiago, 25anos, cantor dos mais talentosos do atual cenário musical.
Para esta entrevista, Thiago chegou de camiseta, jeans e tênis, o celular em uma mão, o maço de cigarros na outra. Expressão de quem acabou de pular da cama. Não dormiu direito na noite anterior. “Fiquei dedilhando uma música que não ia a lugar nenhum” disse depóis do “oi”.
Thiago Pethit é frágil. É pequeno mesmo. O nome vem de um personagem de cabaré que fazia quando era do teatro. Mas isso ele nunca deixou de ser_nem pequeno nem do teatro. Pequeno, mas tagarela que só. Fala até se esvair. Ou até acender o primeiro cigarro. Light.
Thiago é paulistano. Mas morou em Buenos Aires e ama um tango. É também ator. E trabalhou bastante na área. Tanto que foram os trabalhos nos palcos que financiaram sua guinada para a música. Ele foi estudar canto em Buenos Aires e na volta produziu seu álbum, “Em Outro Lugar”, de pegada folk. O disco tem seis faixas mais um bônus, pura poesia cantada e carregada de referencias que vão de Carlos Gardel (olha Buenos Aires aí) a Lupícino Rodrigues, Beirut, Leonard Cohen, Chris Garneau…Mas sua maior referência é mesmo seu particular universo sentimental, cheio de voltas, viagens e paixões mambembes. É folk, mas poderia ser qualquer coisa, qualquer rótulo, “nestes tempos eu posso ser pop, indie, folk ou rock. Tudo cabe.”, como avalia com propriedade.
O álbum pode ser ouvido todinho na internet, plataforma que lançou o rapaz. Mas também está nas lojas, e foi bem vendido, contrariando um dos ditames dos nossos anos.
“Tudo o que faço tem colaboração de amigos. Tem dado certo assim.”, ensina Pethit. Pequeno, mas grande.

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   REVISTA MARIE CLAIRE - JANEIRO 2009
 

Conversa de Homem (por João Luis Vieira)

Música Popular Masculina
Uma parte da crítica sempre fala que a música popular brasileira é dominada por mulheres, mas discos recém-lançados no mercado chegam para pôr à prova essa tese:

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3- Clima de Cabaré Thiago Pethit é um completo desconhecido do grande público, o que é uma pena.

O trabalho desse rapaz de 25 anos, que também é ator, tem na sua voz o maior dos méritos. Há um quê de Tom Waits e de Leonard Cohen em toda a atmosfera desse seu CD de estréia “Em Outro Lugar” (gravadora independente). Pethit, que canta em português, inglês, francês e espanhol, arrebenta em canções como “Birdhouse”, “White Hat” e “Porque me volví un bandido”. Fique ligada.
(João Luis Vieira)

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   JORNAL DO COMÉRCIO - CADERNO C - RECIFE (PE)SETEMBRO 2009
 

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BLOG - DON´T TOUCH MY MOLESKINE por Daniela Arrais

 entrevista: thiago pethit
28Jan09..
thiago pethit brotou, como acontece de tempos em tempos. no dia do show do will oldham,
era ele quem ia abrir _perdi porque fiquei bebendo no bar ao lado. numa folk, ele tocou _eu acho que tinha plantão. um ou outro já tinha me falado do garoto paulistano que veio se chegando na cena folk. mas ele deixou de ser só um nome pra mim quando chegou aqui em casa um cd tão caprichado (projeto gráfico lindíssimo de erica ferrari) quanto o som que eu descobriria segundos depois.

em seu ep de estréia, “em outro lugar”, pethit se vale de letras bonitas e arranjos refinados para colocar na rua _ou no computador mais próximo, já que está tudo disponível em www.thiagopethit.com _ sua música influenciada por chanson française, tango argentino, leonard cohen, filmes de louis malle, dança de fred astaire, livros de cortázar .. numa mistura de português, inglês e francês, para atestar o caráter cosmopolita da coisa.
a música de abertura, “em outro lugar”, não me pegou _a voz dele tá boa, mas muito pomposa pro meu gosto. mas bastou “birdhouse” começar pra eu lembrar até de andrew bird _e não foi pela questão passarinho da coisa, ok? =) lembrei de rufus wainwright, também, mas faz tanto tempo que ele saiu da minha playlist…

melhor substituir por um leonard cohen aqui, um beirut ali, e até por uma pitadinha de caetanoquando pethit convida tiê pra cantar “essa canção francesa”, a primeira coisa que a gente pensa é: quero ser seu gainsbourg, be my bardot. em “o último a saber”, pethit mostra que um ano em buenos aires pode fazer diferença na vida de alguém. ou, quem sabe, isso se deva ao som, ouvido ou imaginado, que vem dos bálcãs… a canção tem melancolia, tem pegada, tem sutileza e esconde, ainda, um poema declamado em español porteño! abram as portas pra faceta latin-lover-folk desse menino =) e, vocês sabem, quando eu gosto de uma coisa, quero que essa coisa venha parar aqui no don..t touch. às vezes, de forma sucinta. em outras, com foto e entrevista. confiram aí:
http://donttouchmymoleskine.wordpress.com/2009/01/28/entrevista-thiago-pethit/
   
 

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BLOG - “SANTIAGO NAZARIAN”


 Recebi estes dias aqui – e estou ouvindo sem parar – o EP de estréia do Thiago Pethit. Já falei dele aqui, no começo do ano. Tinha visto um show dele no Loveland (lugar bacana, tipo cabaré, com shows “burlescos” e bebidas psicodélicas) e tinha gostado da coisa meio spoken word, meio argentina – não é à toa que ele passou grande parte do ano passado estudando em Buenos Aires. O resultado foi ótimo.Mas este cd me surpreendeu. Sofisticadíssimo, tanto nas melodias quanto nos arranjos (com cellos, acordeons, piano e o caralho). Thiago canta em português, francês e inglês tudo muito bem, muito gostoso e – voilá! – sem soar pretensioso. O lado spoken word está presente em espanhol, numa faixa bônus (agora vou ensinar para ele umas palavrinhas de finlandês).As faixas são muito bem produzidas. Thiago compõe melodia e letras e está cercado de gente boa aqui da zona baixa-augusta na produção e instrumentos: Tata Aeroplano, Dudu Tsuda, Maurício Fleury, Tiê e outros. O som lembra Rufus Wainwright, Tom Waits, Leonard Cohen – tudo coisa fina. Verdade que algumas vezes lembra a fase “fina estampa” de Caetano (principalmente na faixa “Birdhouse”) e talvez falte uma perturbação maior por parte dos vocais, que são sempre afinadinhos e comportadinhos. Ainda assim, é uma mescla deliciosa de folk, melodias circenses e pop de cabaré. Eu diria que o único grande defeito é ser um EP… apenas seis faixas. Thiago Pethit é, sem dúvida, das melhores coisas que eu ouvi este ano. E olha que não me faltam amigos fazendo música.   

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   LINKS - PORTAL MTV

CLIPE IMAGENS

http://mtv.uol.com.br/noticias/thiago-pethit-produz-clipe-e-você-confere-imagens-aqui-com-exclusividade

SHOW NOVOS PAULISTAS

http://mtv.uol.com.br/noticias/ti%C3%AA-thiago-pethit-tat%C3%A1-aeroplano-e-muito-mais-saiba-como-foi-o-show-em-s%C3%A3o-paulo

CLIPE

http://mtv.uol.com.br/noticias/assista-ao-novo-clipe-de-thiago-pethit

LANÇAMENTO FUGA N°1

http://mtv.uol.com.br/noticias/shows-gratuitos-marcam-lançamento-de-thiago-pethit

SHOW REVISTA O GRITO

http://mtv.uol.com.br/dominodromo/blog/veja-fotos-dos-shows-de-juliana-r-thiago-pethit-e-holger-na-festa-da-revista-o-grito

ENTREVISTA COM CHRIS GARNEAU

http://mtv.uol.com.br/noticias/tiê-e-thiago-pethit-entrevistam-chris-garneau-confira

 
 

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 GUIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ABRIL 2009 - NO CAMARIM

A música de Thiago Pethit surgiu quando ele tinha “uns 9 anos”, em férias na casa da avó. Entre vinis e musicais, nasceu o imaginário que estaria no EP ‘Em Outro Lugar’. Nos shows de 4° (15) e dia 29, ele recebe convidados que entram no seu ‘mundinho’, meio argentino, meio francês. No primeiro (dia em que lança o single ‘Fuga N°1’ pela internet), há Helio Flanders (do Vanguart) e Tulipa Ruiz.

Porque o flerte com esses dois países? Sou apaixonado por coisas antigas e na Argentina e na França elas são muito presentes.

E quais as referências desses universos? Edith Piaf, Carlos Gardel e Leonard Cohen.

Além das faixas do EP, o que terá no show? O novo sin